Além do Sol Trinity é a única que viu o sol, ela não pode morrer. Ela não morre, eu não permito. Minha alma se chama Trinity. Minha essência se chama Romily. E meu nome, estranho, é Vida.



jueves, febrero 14, 2008 :::

Pasmem!



Enquanto eu estava confortavelmente instalada na minha bolha, contemplando o meu fabuloso umbigo, o mundo continuava a girar!!! Mesmo que eu não desse a mínima para as coisas que eu acredito que acredito essenciais...

E por falar em mundo, eis que já posso me declarar oficialmente ALIENADA. Pois que fui saber DISTO pelo Diário Oficial do Estado. Mil chibatadas, por favor.

Oficiais
http://www.campus-party.org/
http://www.campus-party.es/blogoficial/
http://www.campusparty.com.br/
http://www.campus-party.com.br/blogoficial/

De quem eu achei na blogosfera que tá lá:
http://rastrodecarbono.blogspot.com/
http://www.ecodesenvolvimento.blogspot.com/

Sábado passo lá pra passar vontade...

Enquanto isso fico aqui pensando no que eu fiz pra desaparecer do mundo virtual.

::: posted by Trinity at 21:07 Comments:



martes, febrero 05, 2008 :::

Dizem que o ano é novo



Dizem que o ano é novo, e as vozes que o fazem (porque as ouço) saem da minha cabeça. Ou melhor, é de dentro que elas chegam. E de dentro saem outras, mais tímidas, a sussurrar que tudo são rituais, que, de fato, só o dia é novo, como tem sido desde tempos imemoriais e como será até que David Hume seja Deus.

E conversamos tanto, eu e essas vozes. Digo-lhes que, rituais ou não, a sensação de ano novo me agrada. Sim, gosto de anos novos, de novos começos, outros números na folhinha, numeros a confundir nas folhas de cheque, hoje já não aceitas em lugar algum. Sim, gosto de rituais. E gosto particularmente de ostensivamente quebrá-los. A(s) voz(es) responde(m) que não é possível quebrar rituais que não sejam os nossos, nem tampouco quebrar os que não admitimos que o sejam. Nada significa trabalhar no sábado para quem não é adventista do sétimo dia. E o duelo prossegue, por vezes ficam elas em dúvida do que é ou não, por vezes fico eu sem saber o que fazer.

Então é melhor encarar, provisoriamente, que o ano é outro, que há o ritual do balanço do ano velho e as promessas do novo, por cumprir e por quebrar. Da mesma forma como tive uma ceia de natal às seis da tarde e como, contra a corrente, ela foi alegre. Da mesma forma como vi a alegria do Natal segundos antes de ver o seu lado mais triste na mão que não pude (ou não quis?) estender.

O ano passado foi um ano de interstício. Um interstício atrasado três anos. 2007 cumprido, só faltam dois anos para eu poder estudar medicina, para ter grana e paz para jogar tudo para o alto. Janeiro de 2010 o post será outro, e se eu posso dizer isso hoje é porque em 2007 eu aprendi que posso tudo o que eu quiser. Poder é querer.

2007 foi um ano em que fiz tudo o que eu quis, mesmo sem exatamente estar podendo. Voltei a morar sozinha, encontrei a Mitsy, comprei meu primeiro carro, vendi meu primeiro carro, comprei meu primeiro computador, tive minha primeira graduação, quebrei pela primeira vez o cartão de crédito. Comecei o ano sem nada, estando onde eu não sabia se queria estar, me sentindo infinitamente solitária e incapaz de mudar isso. Foi um começo com muita esperança e pouquíssimo horizonte. Terminei o ano com menos ainda, sendo mais uma vez quem eu sempre quis ser: quase adulta, independente, genuinamente sozinha, livre. Foi um fim com alguma certeza, mais esperança ainda e um horizonte ao menos possível. Teve, é claro, seu outro lado. O preço de se viver três anos agindo como se eu ganhasse o dobro do salário me obriga a viver outros três como se não ganhasse nem a metade. Ainda que feliz, nunca estive tão se grana e por minha total conta. Fui independente sim, mas às custas da dependência de um trabalho que não me realiza. Estive na cama de muitos homens, mas não tive nenhum na minha própria cama. Meu coração, que se declara "curado", titubeia ao arricar um "pronto para outra".

O que importa é o que saldo foi positivo. E foi sim. Agora 2008.

2008 passarei também completamente sem grana. Como no ano anterior, reafirmo não me endividar mais. Nada de renovar empréstimos, de comprar parcelado, de aceitar outro cartão de crédito. Quero não ter. Não ter carro, não ter casa, não ter coisas. Por outro lado, quero viver. E quero amar. Sob a pena de uma saraivada de pedras de todas as minhas amigas, arrisco afirmar que quero me apaixonar de novo. De novo, mais e mais. Quero aprender mais. Mudar de emprego, ampliar horizontes, multiplicar experiências. O tema do meu ano novo é simplicidade, conhecimento e ação.

And "world peace", claro.

::: posted by Trinity at 03:12 Comments:






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Trinity é a única que viu o sol, ela não pode morrer. Ela não morre, eu não permito. Minha alma se chama Trinity. Minha essência se chama Romily. E meu nome, estranho, é Vida.



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