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Além do Sol
Trinity é a única que viu o sol, ela não pode morrer. Ela não morre, eu não permito.
Minha alma se chama Trinity. Minha essência se chama Romily.
E meu nome, estranho, é Vida.
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domingo, septiembre 16, 2007 :::
Mais ou menos isso...
Acho que é a vida que segue. Há as grandes reflexões, há os pequenos incidentes, a solidão cotidiana (muitas vezes deseperadamente desejada), eventos, não eventos, planos, contas e extratos bancários. Lucidez. Tenho a audácia de me declarar lúcida, e que essa lucidez há de me ajudar a conquistar as coisas que eu quero e as que eu nem sabia que queria.
Estou de férias. Ontem, arrumando minha escrivaninha, abandonada há dois meses, eu percebi que havia pago duas vezes a conta de luz do mês de agosto e nenhuma vez a de setembro. Tive uma crise de riso que pareceia eterna. Tive até medo de levar outra bronca da síndica por causa do barulho. Depois de 15 minutos rindo, resolvi ligar assim mesmo para a Eletropaulo. Sabe, se eu fosse a operadora, me recusaria a atender alguém que gargalha enquanto é atendida. Foi insanamente hilário. A mulher falando e eu rindo histéricamente. Ridículo.
A semana passada passei quase toda de cama porque resolvi ler o livro 5 do Harry Potter de uma tacada só. Depois de 15 horas lendo, sem comer, sem dormir e respirando o ar insalubre do centro, fiquei seriamente constipada. Aparelho respiratório, funcionários e adjacências entraram em greve. Eu não respirava, tossia mal e muito, garganta ruim. Não dormir as noites não acordar durante os dias. E o efeito colateral então? Total intolerância a seres humanos. Qualquer um, amigo, inimigo, vizinho, porteiro e transeuntes. Eu simplesmente não queria falar com as pessoas. E justo naquela semana o mundo e seus habitantes resolveram ser amigos leias, dedicados, preocupados e conversantes com a minha pessoa. Tudo bem, passou. Mas ainda resta uma considerável quantidade do efeito alergênico colateral.
O caso é que as pessoas não me falam nada de novo. Elas me falam de novo e mais uma vez a mesma coisa. Sendo bem clara: eu não quero conversar sopre pessoas! Nem sobre MIM, nem sobre VOCÊ, nem sobre NINGUÉM. Eu quero falar da nova descoberta de não sei quem, do novo livro, do novo filme, da nova banda, de novas idéias. Eu sei que todos temos umbigo, mas nem por isso somos obrigados a olhar para eles o tempo todo né?
É isso. Eu ouso dizer (mesmo sabendo que posso pagar um preço caro por isso - parece que o mundo não recompensa a sinceridade) que estou feliz e que não há nada na minha vida que eu não quisesse que estivesse lá. Coisas ainda faltam nela, coisas precisam ser mudadas. E isso me alegra profundamente: por estar onde estou e por ter onde ir.
::: posted by
Trinity at 22:17
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