|
|
|
|
|
Além do Sol
Trinity é a única que viu o sol, ela não pode morrer. Ela não morre, eu não permito.
Minha alma se chama Trinity. Minha essência se chama Romily.
E meu nome, estranho, é Vida.
|
|
|
|
|
sábado, septiembre 30, 2006 :::
Sábado, finalmente dormi. Minha dúvida agora é que eu vou fazer se passar nos concursos que tô fazendo e tiver que trabalhar mesmo todos os dias, das 08 as 17?
::: posted by
Trinity Ohara at 23:38
Comments:
jueves, septiembre 28, 2006 :::
Já que eu tô acordada mesmo...
Como eu tava fazendo (e graças a Baco terminei) o texto pra apresentar amanhã no Simpósio, vou aproveitar pra escrever rapidinho aqui. Primeiro, só pra que se registre e não se tenha dúvidas: eu adoro pesquisa. Mesmo, não é sarcasmo não. É gostar de correr feito louca, ler várias coisas e tomar consciência do quanto não se leu e do abusrdamente pouco que se pensa que sabe (porque saber a gente não sabe mesmo). É conseguir prestar atenção na palestra de alguém que lê monotonamente o texto e ainda sentir vontade de fazer perguntas do tipo "o que vc quis dizer com aquela palavrinha no meio do texto todo". Ok, eu sei, há algo de punhetagem nisso tudo. Não nego. Mas quando se assiste uma apresentação como a de segunda falando de Cortazar ou a de ontem falando de Frankestein e a de Borges, não dá pra imaginar algo mais divertido que ler ler ler escrever escrever ler ler ler ouvir ouvir. Exceto (teoricamente) a medicina, claro.
Fora a constante paixão literário-filosófica, tenho a dizer que descobri hoje que acho que com o carinha da biblioteca não rola. Porque, tipo assim, ele não tá entendendo e eu nào tô afim de explicar. Aprendi neste último ano que quando um cara quer ele pega, se vc insiste tem que aguentar aquele olhar estúpido de "foi vc quem quis". Não acho que o bonitinho vá fazer isso comigo, mas não quero estragar a ilusão. Seguiremos no morno flerte até a formatura... fazer o quê.
Sexta, show do santos no V2 e eu fiquei muito orgulhosa de mim. Não só não me embebedei e fiquei muito triste como não repeti um comportamente padrão depois que um certo personagem saiu de cena. Em outras palavras: no que o dito cujo saiu eu pedi uma sukita, me acabei de dançar e passei a madrugada conversando - e apenas conversando - com um bom amigo. N!ao fiquei deprimida nem voltando pra casa da minha tia, onde dormi muito bem. Sábado ainda teve sessão de cortar árvores na casa do meu avô, monópolio do sofá e da tv na casa quase pensão da minha tia que fez um maravilhoso pão de ló. Domingo teve pizza da tarde na Gigi, precedido de discussões sobre a insustentável leveza e seguida de digressões sobre a vida daquele personagem que me levaram a constatar estupefata que passamos realmente um ano juntos, tipo juntos. Ou seja, que perdemos tempo, mas tudo bem. O personagem é definitivamente passado e não me afeta, embora eu goste muito da mãe dele...
Segunda, apresentamos a Insustentável Leveza no Simpósio e eu tive a minha segunda idéia para tese de mestrado, reforçada nas palestras da segunda e da terça. Hoje, teve o pessoal do 2º ano falando de materialismo Sade, Sarte, Meslier, ativismo, etc e eu tive minha terceira idéia para o mestrado. Amanhã é o grupo Nietzsche e eu entrando com o velho Schopenhauer, schop para os íntimos.
É a vida segue. Fiquei assustada e um pouco triste com o post da Rebs, será o mundo da pesquisa também permeado por galos de granja? Eu quero manter a esperança e seguir com a minha paixão pela Universidade e seu mundo, seja ou não isso sintoma de não amadurecimento.
Tá bom, confesso uma certa carência. Duas coisas me fazem falta, uma falta mais que metafísica, epidérmica: a falta de um carro e do sono compartilhado. Aceito doações de um e propostas para o outro, não necessariamente nesta ordem nem tampouco respectivamente.
Tempo. E a gente desperdiça e sente sobrar o pouco que nos resta.
::: posted by
Trinity Ohara at 04:46
Comments:
lunes, septiembre 18, 2006 :::
Final de Semana - Domingo
Fim de semana típico. Dormi sábado, dormi parte do domingo, fui no mercado, arrumei o quarto, sentei no computador pra estudar e só fiquei na internet.
Pela frente, semana típica para o mundo, atípica para mim: acordar cedo todos os dias e ir trabalhar, arrumando um jeito de cumprir o prazo da Iniciação Científica.
E, ahn, digamos que eu passei uma boa parte do dia pensando no que eu não devia, mas tudo bem.
Que comece a semana!
::: posted by
Trinity Ohara at 01:07
Comments:
domingo, septiembre 17, 2006 :::
Final de Semana - Sábado
Eu sei lá. Tantos prazos, tantas coisas e eu não sei.
Hoje eu dormi o dia todo. Literalmente. Cheguei às duas e meia da manhã, desliguei todos os relógios e telefones do quarto, tomei um banho e fui dormir. Acordei com o sol posto. Claro que sei que não poderia me dar este luxo, mas eu precisava, sabe. Há mais de quinze dias que eu não tinha uma noite normal de sono (pra mim isto equivale a 14 horas ininterruptas) e já não estava prozuzindo como antes. Melhor perder um dia todo de péssima produção do que perder dois dias escrevendo coisas que terei que reescrever.
Passei o começo da noite cozinhando e o resto dela caçando faculdade pra fazer o ano que vem, já que perdi a inscrição da FUVEST. Não achei. Não sei como vai ser o ano que vem. Não quero pagar faculdade, nem pós, nem mestrado, mas não quero parar de estudar. Ainda preciso de dois anos e meio para arrumar minhas contas e poder parar de trabalhar pra fazer medicina. Não está nos meus planos passá-los parada. Mas preciso de férias dessas coisas chamadas prazos. O tempo, transcedental para Kant, é, muitas vezes, asfixiante pra mim. Sei lá, me domina a sensação de não saber. Pra variar.
Sobre aquela recaída, bom, acontece, fazer o quê? Negar que o cara transformou, de uma forma muito especial, minha vida e eu mesma, não dá. E também não dá pra negar que faz falta aquele turbilhão todo, aquelas alegrias ululantes e inevitáveis apesar das quedas intermináveis. Meu novo affair é fofinho, tá caminhando, talvez até dê certo, mas não é aquela coisa desesperadora pela ausência, angustiante pela impossibilidade, inexplicável pela realização, plena pela presença. Ok, eu sei que pode ser, pode vir a ser. Ok, eu sei. Sei do friozinho que me deu na barriga quando ele tava pertinho de mim pegando a revista na estante da biblioteca. Eu sei também que posso estar agindo em posição de defesa, mas não sei. Tem algo que eu não consigo explicar: se não é tudo isso, por que continuo o jogo com o garoto? Eu simplesmente continuo e, mais, até desejo que ele dê logo o lance dele pra gente ir para os finalmente. Sei lá viu.
Ando sendo cruel ultimamente, tenho que rever isso. Pra variar, as pessoas têm sentimentos e eu não gosto de feri-los, embora eu não me importe com as pessoas exatamente. Tem um cara na minha sala que não fala mais comigo. Não fala mais, não cumprimenta, me ignora veeementemente. Claro que eu não devia me importar com um alguém que, além de não ser tão meu amigo assim, demonstra sem bem infantil e imaturo com uma atitude dessas. Mas, de alguma forma isso me incomoda. Tá, pode ser orgulho meu, afinal isso nunca aconteceu comigo, mas pode não ser. Só que eu acho que não fiz nada de errado, nada de tão grave e nem foi por maldade. Foi um comentário espontâneo e, por consequência, sincero.
Explico. O fato que sucedeu foi o seguinte diálogo: (chamaremos o cara de D.)
D.: Sabe, se eu gostasse de mulher, eu daria em cima de vc.
Eu: Ainda bem então. (num tom de "graças a deus que vc é gay")
Não é que o D. seja feio não. Fisicamente falando, nada impediria que um dia qualquer rolasse alguma coisa. Aliás, tenho aqui com meus botões que, mesmo sem perceber, ele já vinha dando em cima de mim há um tempo e eu me fazendo de desentendida (especialidade da casa). Só que NÃO daria certo NUNCA. Por quê? Ego. A vaga de egocêntrico está ocupada por um certo personagem. E mesmo assim, foi preenchida por descuido ao me apaixonar e o cara apenas sabe que é o melhor motorista da cidade e que entende tudo de mulher (digamos que ele mostrou proficiência nas duas áreas), não acha que o mundo não nota isso. Digamos que o meu personagem, digo, meu ex-persongem favorito, acha-se foda e foda-se o mundo. O D. não. Ele é foda e o mundo não o compreende e ele parece desprezar todo mundo por não entenderem a genialidade dele e serem muito burros. Eu, por meu lado, gosto de gente (ao meu modo, claro) e detesto odiar qualquer coisa. E embora reconheça que não sou burra para algumas coisas (exceto pra direção: esquerda e direita representam o desconhecido absoluto), não me acho o ser mais inteligente do universo. O desprezo me repele e não compreendo o ódio.
Não fiz por mal, não mesmo. Já pedi desculpas e assunto encerrado, mas não me agrada. Não mesmo.
Essa noite sonhei que minha tia criava uma cobra verde no meu incensário de madeira e quando eu ia brincar com a cobra, ela me mordia e meu dedo ficava cheio de pequenos espinhosinhos transparentes. Depois sonhei que soltava minha ratinha e quando ia colocá-la de volta na gaiola ia achando mais e mais rátos. Uns cinco ou seis ratos brancos, um manchado e um todo preto. Um dos ratos brancos tentou copular com uma das minhas ratas e quando eu fui tirar ele de lá ele me mordia no mesmo dedo que a cobra tinha mordido. O estranho foi que eu não queria que eles cruzassem, mas fiquei feliz ao pensar que ela poderia estar grávida e que eu teria ratinhos quando ela morresse (é que minha rata está bem velhinha e eu me comprometi a não pegar mais nenhum bicho que vá ficar preso numa gaiola). O mais estranho ainda, foi que depois de acordada, quando fui por o sapato, passei a mão dentro pra ver se não tinha nenhum bicho e enfiei o pé dentro. Quando olhei minha mão, aquele dedo, que já tinha sido mordido pela cobra e pelo rato, estava cheio de pelinhos pretos espetados. Aí eu tirei o sapato e quando meu irmão bateu ele no chão, caiu um casulo de alguma coisa. Ele esmagou o casulo no quintal com medo de ser de um alinígena e meu dedo ficou cheio daqueles negócios espetados que não saíram nem com água, nem com sabão, nem com óleo. Tivemos que tirar a parte sobrevivente aos processos de lavagem com pinça e mesmo assim, ainda tem um no meu dedo.
Muito estranho. Muito estranho. Meus sonhos podem ser estranhos, mas eu não desiste de... dormir.
::: posted by
Trinity Ohara at 03:27
Comments:
viernes, septiembre 15, 2006 :::
Pode ser que eu me arrependa, mas...
Só pra dizer que eu ainda te amo. Não é mais lindo, não é mais divertido, nem é mais tão real assim. Mas quando sua ausência ganha status de permanente, eterna ou irreversível, eu morro por dentro. E, mesmo que bloqueie toda a avalanche de sentimentos e ilusões, ou que invente outras pequenas paixões, na hora mais improvável da mais absoluta distração é em vc que estou pensando, é vc que me faz falta.
Tá eu sei: o que me entristece é a falta do que não me faria feliz.
::: posted by
Trinity Ohara at 01:36
Comments:
lunes, septiembre 04, 2006 :::
A escolha do próprio destino
Então eu entendi como é a escolha que fiz pra minha vida ao entender que não foi escolha porque eu sempre quis que a minha vida fosse assim. Sabe, isso é o que eu quero pra mim, e por causa da minha pesquisa, quase sou obrigada a afirmar que não poderia ser diferente. Desde que voltei de férias e tomei consciência de que o prazo para entrega do relatório final da Iniciação Científica se aproximava, eu só penso nisso, eu só faço isso, eu vivo pra isso.
Meus amigos devem estar putos comigo e nem sei como dizer a eles que a tendência é que toda a minha vida seja assim. Aconteceu uma porrada de coisas desde que voltei de viagem: desapaixonei-me, voltei ao estado natural de carência, a casa onde guardávamos livros e fotos pegou fogo, tive uma crise terrível de bronquite alérgica que curei com auto-medicação (por falta de tempo de ir ao hospital). Acordei todos os dias de folga as 10 da manhã, tomei banho e fui pra facul e li, li, li, escrevi e quando dava por mim, já era hora da aula e eu tinha produzido pouco mais de uma ou duas páginas. E, depois, quando revisava, ainda tinha que mudar um milhão de coisas. Sei que parece que estou reclamando, mas não é nada disso, eu simplesmente AMO fazer isso!!! Não fosse o trabalho e eu teria feito isso todos os dias (exceto os domingos que me obrigo a não estudar). Quero estudar minha vida, quero viver de pesquisa.
Eu tenho outra coisa a dizer. Esta noite, tive um sonho terrível onde minha irmã levava um tiro e meu pai morria num acidente de carro. Acordei chorando duas vezes. Quando dormi de novo foi meu pai quem me acordou pra dizer que estava um dia lindo e que ele tava tomando café no Franz da Paulista. Suspirei de alívio, mas dormi muito mal no resto da manhã. Só quando era meio dia deu pra descansar um pouco. Não seria nada demais, até que, de tarde, minha irmã (que estava em um encontro de jovens), ligou pro meu irmão perguntando se ele tava bem e que ia voltar rápido pra casa. Ela sonhou que ele tinha desencarnado (termo espírita pra morrer) num acidente de carro, e meu irmão disse que ele também. Ele ligou para o meu pai, mas (ufa!) ele disse que não sonhou nada disso. Meu irmão me contou o sonho dele e eu passei o dia todo achando que a minha irmã ia morrer. Por isso eu não posso ter filhos: eu enlouqueceria no primeiro dia em que eles fossem à escola.
Quando minha irmã chegou, fizemos uma seção de cada um contar seu próprio sonho. Só de contar o meu, eu já tava com o choro engasgadíssimo, quando meu irmão contou o dele eu ia explodir e na vez da minha irmã, cheguei às beiras da desidratação. Nossos sonhos tinhas dois pontos de convergência: nos três, a causa da morte era um acidente de carro (no meu, o carro capotava quando meu pai ia levar minha irmã ao hospital) e a gente sempre pedia pra alguém ligar pra polícia ou para os bombeiros e ninguém ajudava. Não sei se cabe ao Freud explicar, mas o caso é assustador. Meu pai mandou a gente rezar antes de dormir - coisa que eu não faço desde que me peguei repetindo frases decoradas.
Sei lá. Só sei que tô numa rotina emocionante de lutar contra o tempo, de fazer brotar pensamento e palavra. Que, ao mesmo tempo, penso no próximo ano, no fim da faculdade, em mudar de trabalho, em morar sozinha. E, agora, penso também no que seria de mim e da minha sanidade se algo acontecesse aos meus irmãos ou ao meu pai.
Acho que há mais em Sartre. "O inferno são os outros".
::: posted by
Trinity Ohara at 00:54
Comments:
|
|
|
|