Além do Sol Trinity é a única que viu o sol, ela não pode morrer. Ela não morre, eu não permito. Minha alma se chama Trinity. Minha essência se chama Romily. E meu nome, estranho, é Vida.



miércoles, mayo 24, 2006 :::

O FIM E O TUDO



Eu faço sim todas as merdas a que tenho direito, choro todas as lágrimas que reaprendi a chorar, rio de todas as piadas que vc me ensinou a entender, encontro em todas as músicas a denúncia de nós, destruo todos os valores que se mostraram hipócritas, desafio todas as convenções que se denunciaram tiranas, encaro todas as verdades por detrás das mentiras, me enterneço com todas as mentiras por detrás das verdades. Vou descobrindo em mim a mulher que me tornei, vou preservando de ti a menina que nunca vou deixar de ser, vou exilando de todos a velha que nunca que quero alcançar.

Eu te amei. Amei tudo o que eu sabia e mais ainda o que eu não sabia. Acreditei. Fiz e tentei de tudo pra dar certo. Me joguei. Amei tudo em vc. Dei tudo de mim. Agora acabou. Não sei mais o que sobrou de mim, não sei mais quem vc é. Eu me perdi e não me encontro onde em vc amei. Ainda que eu não encontre o que não, não vejo mais em vc o que me fez te amar tanto. Recolho agora os pedaços: os meus e os seus. Os meus pra me reconstruir. Os seus para reconstruir um sentimento que não quero ver esgotado aqui.

Fui feliz por te amar. Feliz numa intensidade igual a do meu desespero de agora. Fui feliz mas isso não amparou as lágrimas que escorreram. Consegui tudo o que eu queria por um tempo infinitamente menor do que gostaria, e isso tornou-se um perigoso hábito. Tão perigoso que não enxergo (ou não entendo) facilmente um não. Tão poderoso que destruiu a, ja tão frágil em mim, kantiana categoria do tempo, tornando eterno o presente. Luto agora para que este amor não se transforme num eterno retorno.

Não sei mais se não te amo mais. Admito o orgulho. Recuso-me a afirmar que "pensei que te amava mas hoje sei que não". Recuso-me ao dogmatismo que tanto me enraivece e sempre me degreda: o amor pode não ser só isso mas pode ser isso também. Só sei que não sei nem o que não sei. Caminho agora pra encontrar um caminho pra sair dessa.

Sou sinceramente grata. Eu sou mais eu graças a tudo o que vivi. A dor e a raiva que eu sinto agora são por sentir que esse amor todo ou vai acabar ou nunca vai passar. Sou outra e ainda sou a mesma: o que não tem fim, sempre acaba assim.

::: posted by Trinity Ohara at 16:50 Comments:



miércoles, mayo 17, 2006 :::

O que permanece?



Era um post lindo que se perdeu... Não tenho mais forças pra escrever. Não tenho mais nada. Era um post que, em resumo, dizia que eu sobrevivi, e que ontem eu precisava ver uma certa pessoa e receber dela um abraço que me garantiria, pelo menos, mais um passo. Ontem eu precisava de um porto pra me manter viva, já que eu não tinha morrido. Eu precisava que ele me fosse dado porque eu não tinha mais nada de mim pra conseguir. Não tive porto e, hoje, ainda prescindindo dele, juntei forças recônditas pra escrever um texto que se perdeu. Nunca me doeu tanto perder palavras, porque só elas me restavam.

Lá fora há uma guerra nojenta e injusta que não se declara, só se ameaça, só desgasta. Aqui não há mais um soldado. Aqui, não há nada de mim. A existência é tão injustificável, a solidão é tão asfixiante, a guerra é tão nojenta e o amor se me nega. O que resta?




O POUCO QUE SOBROU (Marcelo Camelo)

Eu cansei de ser assim
Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
eu acho que acabou
Mas eu vou cantar pra não cair
fingindo ser alguém
que vive assim de bem
Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
o pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
e a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
manda essa cavalaria
que hoje a fé me abandonou



::: posted by Trinity Ohara at 03:56 Comments:



lunes, mayo 15, 2006 :::

Enquanto isso no mundo real... Guerra?



O mundo virou um caos. Caos, completo caos. Não há ordem, governo ou segurança. O povo não sabe o que fazer e nada faz além de chorar na frente da TV. A TV comemora o espetáculo. Quem tá dentro se desesoera por não saber "de onde vem o tiro". Quem tá fora se desespera por saber que vem o tiro. Os bandidos agem sem dizer porquê. A polícia se esconde sem ter onde. E o governo, que tomou uma decisão não muito inteligente e esqueceu-se de avisar os alvos que virariam alvos da noite pra mesma noite, enche a boca pra dizer: "nós já sabíamos!"

Alguém - rádio, TV, jornal - devia ter a coragem de dizer um outro lado da verdade: o lado racional dos alvos. Resta a blogosfera então. Se "nós ja sabíamos", esse "nós", restringe-se única e exclusivamente ao Exmo. Governador e igualmente Exmo. Secretários envolvidos no caso, porque os policiais - aqueles que levaram tiros - não sabiam de nada. Acreditem senhores, não foi avisado nenhuma, NENHUMA, delegacia que haveriam ou poderiam haver ataques. O aviso veio por volta das 21h (quando os plantões começam às 20h). Antes de começar o plantão noturno, nada. Quem entrou acho que atenderia a população e não carros blindados (diferentemente das viaturas) fortemente armados (diferentemente dos policiais), levou, na melhor das hipóteses, um susto.

Sabe, a situação é tão revoltante que chega a ser nojenta. No fundo, ninguém - exceto os AMIGOS, aos quais AGRADEÇO SINCERAMENTE a preocupação - se importa com a vida da gente. E quando digo "gente", quero dizer gente mesmo e não só da categoria policial. Ninguém realmente se importa.

O governo, desnecessário dizer: não avisa que DP vai virar alvo colorido, não arma nem treina as polícias, não fornece condições palusíveis de trabalho e deixa tudo chafundar na burocracia. (Observem que eu nem falei do salário). Pro governo, o policial é um número que deve cumprir uma meta e se esforçar pra não sair na TV.

A imprensa quer o espetáculo. Se morrrer PM, que pena, filma a mãe. Se morrer policial civil, que pena, filma a viatura do DEIC (?!). Se morrer civil (como se os demais não o fossem), chama de inocente, filma os amigos. Se morrer bombeiro, chama de mártir, filma mãe, amigo, capitão. Se morrer o bandido, filma o sangue. Nem duvido se algum alto executivo abriu champanhe quando soube dos ataques. A imprensa só espera que a guerra não dure tão pouco a ponte de perder o IBOPE nem tanto que perca o interesse. Acho até que eles torcem pra morrer algum jornalista, porque aí dava pra fazer um especial com o cara, falar da liberdade de imprensa, criticar o governo... O compromisso com a verdade só é exercido se em conformidade com os lucros e interesses políticos do órgão. Não importa que aqui não esteja o campo de guerra que eles pintam nem o campo de paz que eles sugerem. (Acho que só os cariocas vão entender a diferença entre o que ocorre em São Paulo e o que a TV mostra que ocorre em São Paulo.)

E os bandidos, que na minha opinião forma bem estúpidos de matar o bombeiro, parecem não entender. Há também, na esfera do crime, governo. Os "governantes"sabem o que e pra quê está sendo feito, os outros, eu duvido. Puta que o pariu, será que é tão difícil entender que nem TODA a polícia vê na profissão o cárater pessoal, essencial para a profissão de ladrão ou de assassino? Sabe, existe uma coisa chamada LEI. Não vou discutir se é boa ou se funciona, digo apenas que é nosso PROFISSÃO cumprir tal lei. Ou a gente cumpre ou a gente vai preso, porque quando assumimos o cargo, nos comprometemos a isso. Cada policial é um braço do ESTADO, é um cara com um emprego pra sustentar a família. E a gente tem que trabalhar, porra!

Não sei mais o que dizer. Só sei que amanhã eu vou trabalhar 8 horas com a sensação permanente de que vai entrar alguém atirando. Que a mim caberá pedir socorro, que essa é a minha função. E se eu for atingida? E se eu morrer? Até morreria feliz, não carrego nenhuma pendência crucial, mas não é justo! Não se justifica! Não tem pra quê!!!! Cada dia mais, eu desejo que um enorme meteoro destrua o mundo todo.

Guerra é guerra. Eles querem luta, eu quero paz. Vamos ver quem é mais forte então. Eles compram armas. Eu me recuso a andar armada.

::: posted by Trinity Ohara at 03:21 Comments:



Suspiro ainda:



""Não vou viver pra sempre nem morrer a toda hora". Digo apenas que te amo. Só amar é mais que tudo e menos que o suficiente. Nem por isso vou deixar que o amor mate a liberdade: não vou perseguir, nem me impor, nem enlouquecer (eu acho). Mas saiba que eu vou estar aqui, mesmo seguindo em frente, esperando. Não pra sempre, mas não sei até quando. E saiba que tenho discernimento pra não confundir as coisas (embora minha esperança não), então não vou, por já e sem explicação, me afastar como se vc tivesse a doença mais contagiosa do mundo.

Quero dizer apenas que estou aqui, que continuo te amando e que admiro, e muito, o modo como vc parece respeitar isso.
"

::: posted by Trinity Ohara at 03:20 Comments:



lunes, mayo 01, 2006 :::


Há vezes que eu sinto que este amor chegou ao limite do meu ser e a dor - rápida e intensa - é a dor deste sentimento absurdo tomando mais um espaço em mim. Se antes de ontem eu anunciei pra mim a morte de toda esperança pela certa impossibilidade de ser possível, hoje ainda rio com a esperança sapateando sobre o próprio caixão por conta de uma simples e única troca de olhares numa certa garagem. Não bastasse a filha da puta ser a última a morrer, ainda se finge de morta... Há vezes em que eu e minha razão relutamos em chamar de amor esse turbilhão entorpecente, mas nos rendemos, quando, mesmo querendo sinceramente pensar em outra coisa qualquer por míseros cinco minutos, escrevo coisas assim:

Suspiro



Procurei
entre todas as músicas
a nossa não está.

Procurei
entre todas as canções
a sua não existe.

Procurei
entre todos os acordes
o meu não tocaram ainda.

Encontrei
talvez a reposta
seja o silêncio, solidão.

Porque
só ali, só aqui
encontro você.

Trinity. 30.04.2006. 03:15

::: posted by Trinity Ohara at 03:54 Comments:






_______________

SunLinks

Lost in myself
Álcool com Açúcar
Sblargh
O quarto
Suum Cuique
Encefalopsia
Os ombros...
Minha Memória,
Angelica Liano,
Knight Errant .

_______________
_______________

Trinity é a única que viu o sol, ela não pode morrer. Ela não morre, eu não permito. Minha alma se chama Trinity. Minha essência se chama Romily. E meu nome, estranho, é Vida.



Powered by Blogger