Além do Sol Trinity é a única que viu o sol, ela não pode morrer. Ela não morre, eu não permito. Minha alma se chama Trinity. Minha essência se chama Romily. E meu nome, estranho, é Vida.



domingo, marzo 26, 2006 :::

Proesia Sentimentalóide

(Ou, produtos da aula de estética, ou, mais do mesmo, ou, o que eu fazia enquanto vc não estava, ou, o que eu faço quando não estou pensando em você)



Calma. Eu preciso de calma, paz, tranquilidade. Eu, hoje, só encontro paz em você, só aceito verdades de você. Mesmo quando não há verdade, só de você eu posso saber isso, porque só assim eu tenho a calma de pensar em pensar. Digo, eu tenho a calma, teria o pensar se conseguisse sair dos seus olhos. Mas não me importa a verdade, só o deleite me basta. O coração batendo batida parada batida. Vc me faz ouvir o momento em que o coração não bate. Amar é saber que o coração não bate. Ter, é mergulhar neste segundo de silêncio e nada. Estou no meio. Sei que te amo, pois, na tua ausência, ausente é o intervalo entre os pensamentos e as palavras. Mergulho no não-bater do coração pelo seu perfume, permaneço pelos seus olhos, negros, indecifráveis e eternamente navegáveis. Mas o perfume, tenho do ar, não da pele. Os olhos, se abrem pra mim, fecham sem me deixar sair e sem me dizer se me querem dentro.

É falta, saudade mesmo. Absurda, indescupável e auto-refutável. Mas real.

Mentira, é só saudade.

::: posted by Trinity Ohara at 02:07 Comments:



lunes, marzo 20, 2006 :::

O Nada e a Tradição



Hoje eu acordei, tomei banho, bebi um copo de suco, comi uma fratura pronta que tava na geladeira e sentei na frente do micro. Eram 15:00h. Agora são 02:45 do dia seguinte e eu vou levantar. No micro, limpei minha caixa de e-mails, limpei os scraps e a lista de do orkut, escrevi 9 e-mails (os únicos que cabiam resposta, de uma lista de 205), escutei jazz, shakira, acústicos e uns rockezinhos 60/70. Agora eu vou comer, tomar banho e ir dormir para acordar amanhã às 06:39 e partir rumo ao desconhecido.

Em outras palavras: hoje foi o último dia do ano astrológico e eu não fiz nada, praticamente nada. Não saí de casa por pura preguiça de enfrentar quase duas horas de trem, metrô e sol para ir à Bienal. Não levantei do computador por pura obstinação burra de limpar a caixa de e-mail. E quase em todo minuto em que tive a mente desocupada, assim como em cada música tocante , eu pensei na mesma pessoa, com a mesma força estranha, com a mesma felicidade mórbida, com a mesma tristeza dissimulada, com a mesma certeza de que jamais estaremos ou ficaremos realmente juntos, como um casal. E eu tenho outras e muitas coisas pra fazer. E eu poderia tentar não pensar nisso, não sentir isso.

Então, como manda a tradição, amanhã é ano novo, amanhã é segunda-feira. Amanhã eu vou acordar cedo, tomar banho rápido no horário, tomar café da manhã nutritivo, chegar no horário no meu possível novo local de trabalho pelo próximo mês, chegar cedo na faculdade, ler os livros que precisam ser lidos, escrever os textos que precisam ser escritos, amar esse amor que precisa ser amado, mas viver a vida, que eu quero que seja vivida.

Amanhã não te amarei menos, também não sorrirei menos. Amanhã é quase fato que te amarei mais e sentirei mais ainda sua falta. E também viverei mais o que eu escolhi. Esse é meu modo de ser feliz. Escolhendo, vivendo e não me arrependendo de nada - nem dos dias de nada.

::: posted by Trinity Ohara at 03:04 Comments:






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Minha Memória,
Angelica Liano,
Knight Errant .

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