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Além do Sol
Trinity é a única que viu o sol, ela não pode morrer. Ela não morre, eu não permito.
Minha alma se chama Trinity. Minha essência se chama Romily.
E meu nome, estranho, é Vida.
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martes, diciembre 20, 2005 :::
MAIS QUE O LUGAR COMUM
Eu já falei de amor aqui? Provavelmente sim, daquele mesmo amor, um mesmo personagem, mas do amor em-si, se é que isso existe, não me lembro agora.
O caso é que lia uns posts da Áurea (ou www.gatosemolho.blogger.com.br) e comecei a pensar sobre isso. Tá certo eu já tava pensando nisso há umas quatro ou cinco horas por conta de só ter pensado nele o dia todo, mas foram os posts que me fizeram pensar de uma outra forma. Há tempos leio a Áurea, talvez sejam só dois ou três anos, mas é como se fosse há tempos, e se no começo o texto forte, intenso, me exigia uma dedicação diferente, hoje ainda me encanta a forma com que descreve tão fielmente o que sente e tão belamente o que vive. A mais profunda tristeza, que sabemos ser tristeza porque ali se encontra uma amiga, adquire a beleza da melancolia de um filme bem feito. E ela tem falado de coisas que entendo, ou sinto, bem: tristeza e solidão. E tem falado de amor.
Não tenho como comparar, e nem é este o meu objetivo, os meus sentimentos com o de Áurea - a maternidade, o filho e o pai são coisas que só a vivência podem garantir o entendimento, a sensação. Eu só quero dizer, por inspiração e não por comparação, que a gente ama. E que, pelo menos no meu caso, é um susto descobrir que é amor mesmo e que, como todo mundo já tinha dito infinitas vezes, em inúmeros poemas e incantáveis músicas, não há fórmula, não há padrão, não há condições, não há nada além de um sentimento que é impossível descrever, que traz consigo uma urgência, um absurdo, uma completude, uma falta. Tudo o que é contraditório é presente no amor. Tão contraditória que a repetição que causa na arte não cansa e faz da arte também causa de amor.
Então concluindo (termo inadequando, eu sei) que amo, fico sem saber qual seria o próximo passo. O meu amor só soma, sabe? Ele não subtrai (talvez por isso a contradição), e pela soma da amizade, soma-se o medo. Por não ter fórmula não preciso ser correspondida para amar. Por ser contraditório, a falta faz parte, mas pode acabar com o ser, o meu próprio ser. Um não saber tão cheio de certezas que não guia meus passos nem me impede de continuar trilhando os caminhos que não me afastam da continuação de tal suplício. Suplício masoquista de quem não gosta de sofrer.
O dia todo fazendo do pensamento causa das mais intensas taquicardias e tentado fazer da razão causa da morte da esperança. E volto a esperar o telefone tocar, mesmo sabendo que está desligado. E volto a esperar e-mails mesmo sabendo que não há motivo para tanto. E volto a fazer posts e textos ausentes de conjunções e nexos causais. E volto, sem contudo voltar atrás, a esperar uma união além das conjunções carnais.
E eu sei que é intenso. E eu sei que é pra sempre. E eu sei que pra vc não é assim.
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Soneto de Fidelidade, Vinícius)
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Romy Trinity at 02:05
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lunes, diciembre 19, 2005 :::
DIAS ASSIM
Dias e noites são dias
De solidão e companhia estes dias
Da solidão mais sublime
Da companhia mais completa
Inexplicáveis de tão presentes
Inacreditáveis de tão perfeitas.
A solidão do mar,
Da areia, do sol, das nuvens, da lua
Um andar incessante por praias.
A companhia de amigos,
De que um carinho inexplicável, me aproxima
De quem um sentir incontrolável, não me deixa afastar.
Uma solidão tão acalentadora
Como eu entre amigos
Uma companhia tão perfeita
Como eu no mar
Tão familiares e (in)exploradas
Como sempre quis e sempre duvidei conseguir.
E a sensação do (ano) novo se aproxima
Apesar do momento, intenso, ser finito.
Apesar da contrapartida, invevitável, ser a falta
Apesar de ser um presente que torna nulo e inútil
O desperdício dos dias, da esperança, dos sonhos
O pensamento de um futuro qualquer.
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Romy Trinity at 02:08
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lunes, diciembre 12, 2005 :::
O DE SEMPRE. MESMO QUE, PRA MIM, NUNCA O DE SEMPRE
Hoje eu fiz coisas que eu não fazia há muito tempo. MUITO TEMPO mesmo. Ontei passei a noite na net fazendo merda nenhuma, só curtindo uma pseudo-deprê-quase-dor-de-cotovelo, como pode-se perceber logao abaixo. Fui dormir as 6 da manhã e, claro, acordei atrasada pra festinha do meio dia. Acordei uma hora com o celular tocando e eu sem coragem de atender.
Outro dia um amigo dos idos tempos da ETE me liga: vai ter uma comemoração lá em casa dia 11, vc tem que ir. Comemoração do quê, eu pergunto. Comemoração da vida, hahahahaha. Tá bom, vambora. Foi hoje e foi legal. Muito legal. Um grande amigo se casou com uma grande e mais que querida amiga e nasceu o Caio. Não foi bem nessa ordem, mas tudo bem. O Caio é simplesmente incrível! Pra se ter uma idéia, as únicas fotos que ficaram boas, das 76 tiradas, foram as que ele tirou. Eu tremo. Muito. Acho que vou começar a fumar pra ter uma desculpa pra isso.
O caso é que a tarde foi agradável. Sério mesmo. Me fez esquecer um pouco do meu umbigo e lembrar como, mesmo estando na Unijudas, eu pareço meio uspiana. Vida frágil por alguns instantes. Um pouco menos de obsessão pelo academicismo. Gente jovem reunida tocando violão. Cantando Legião, ouvindo IRA, vendo clips do REM. O tempo não pára, será mesmo?. As vezes eu tenho medo de estar parada no tempo, as vezes não. Gente grande, que estuda, trabalha, com e sem filho, sem ter que ostentar uma madureza inexistente. Não foi um momento trash-revival-80, foi um lance natural, violão, rodinha, refrigerante, vinho, sorvete. Pena que eu tive que ir embora na hora da pizza e da cerveja. Foi bom. Precisava disto. Lembrar que minha vida não é só a vida de todo dia, a vida de hoje, a gente de hoje. Foi bom encontrar gente que me fez lembrar que hoje eu sou quem eu sempre quis ser, mas nem por isso eu vou parar por aqui.
Depois, encontrar a melhor amiga no Shopping de Suzano. A intenção era um cinema, mas como eu atrasei uma hora e meia, não rolou. Melhor, tivemos mais de duas horas pra conversar a vontade, falar de tudo. Eu tava mesmo precisando conversar com ela. E tava com saudades da gente falando da vida, do presente, do passado, do futuro, dos pequenos probleminhas em comum, de como com a gente o normal não acontece. A gente tem uma curiosidade de saber como é o normal. Eu um pouco mais que ela, já que nem normal eu sou e estou em desvantagem. Precisamos de uma outra viagem daquela. Sabemos disso. Mas por enquanto, marcamos a passagem de ano. Prainha Branca, praticamente em casa. Pode ser difícil descrever muita coisa. Descrever o que é melhor amigo é simplesmente impossível.
Se a semana começa no domingo, o domingo foi um ótimo começo da semana que começa a contagem para o fim do ano.
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Romy Trinity at 03:10
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domingo, diciembre 11, 2005 :::
PS: Eu sei que já encheu o saco minha dor de cotovelo, minha ladainha egocêntrica pelo mesmo motivo, pela mesma pessoa e talz, mas, sabe como é né: esse blog é meu e aqui ninguém me pergunta se eu estou bem, por isso eu posso falar do que eu quiser!!!! Yes!!! Mesmo assim, sou boazinha e já vou avisando que o post anterior é meio chato, num precisa ler não...
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Romy Trinity at 05:42
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SOBRE O QUE EU NÃO DIGO
Insones. Não sei se são. Esbarro com criaturas da noite em sites mais que variados, como se fugisse delas, mas não é bem isso que estou fazendo. Não que não seja. Ouço jazz, Ella, minha nova forma de tortura, meu novo meio de lembrar de quem eu quero esquecer. Mas nesse momento me faz companhia, como se ele tivesse aqui do meu lado agora, em silêncio nós dois, caminhando ou bebendo e ouvindo personagens por quem temos tanto carinho. Personagens imprescindíveis de madrugadas comprtilhadas. Ou que estivesse na mesma rede virtual, sim, também em silêncio, bastando um bonequinho verde pra eu não me sentir sozinha. Acabo de descobrir, passando música pós música, que talvez a tristeza que me atrai seja a minha própria, porque eu não quero ouvir nada alegre e numa manhã dessas ele dizia "não põe nada alegre" ao mesmo tempo que pedia algo não tão triste "se não eu começo a chorar". E eu, eu mesma, odeio chorar, mas acho que não consigo mais, então saio caçando níveis mais altos. Endorfina no lugar da adrenalina.
Caço um jazz triste. De Ella venho achando uns muito alegrinhos. Diana Krall, talvez seja questão de toda uma geração melancólica. O "espírito de uma geração" se manifesta. Posso até sentir saudades de um passado que eu não vivi, mas a sensação de entendimento que ouvir alguém que nasceu nos anos 80 traz é incomparável. Ampara. Mas acho que jazz é uma coisa alegre mesmo. Vou tentar Blues, mas algo me diz que acabarei no Grunge mesmo.
As vezes me sinto mau por não gostar do que todo mundo gosta mesmo sabendo que eu gosto sim. Que nem agora, por que não me basta o CD novo da Diana Krall? Vou tentar Billie Holiday. A vaca, como diz um muito querido amigo meu. E mesmo assim não me parece triste o suficiente, e se quase me traz lágrimas, é pelo que ela me faz lembrar. Manhãs, noites, madrugadas. Não quero chorar por isso agora. Quero só uma música pra massagear minha tristeza. Quase uma masturbação, mas não exatamente. Uma identificação, um conforto, a impossibilidade do êxtase por razões que a gente nunca vai ser exatamente quais são.
Nirvana então. Ou guitarras ou violinos. E não estou a fim de procurar violinos agora. Quem lembra o nome da japonesa com o violino que ia no Faustão? Sei lá. "In utero". A primeira vez que ouvi esse CD mesmo foi lendo uma peça escrita por um amigo da faculdade, vocalista de uma das poucas bandas undergound que eu conheço e que, tenho certeza, vai estourar, porque eles são muito bons. Mas também estou com preguiça de subir as escadas e pegar o CD deles, mesmo sabendo que é a medida exata do que eu preciso. Vou ficar aqui. "Nevermind".
Escrevo, escrevo, quase compulsoriamente, quase sem saber o que sai dos meus dedos, direto da mente pro teclado, ou do coração. Não sei. Dos dois talvez. Escrevo porque não quero dormir, não estou com sono e sei se eu deitar vou rolar de um lado pro outro. Logo eu que sou tão boa de cama, estou cansada demais de muita coisa pra conseguir dormir. Aí eu escrevo aqui, porque aqui, em tese, a gente tá escrevendo pra alguém ler, mesmo que na verdade, a gente não queira que ninguém sabe só pra não ter que ficar ouvindo depois aquela pergunta medonha, detestável, nojenta, a causa do mal da gente. A gente aqui é como o "us" do Gollow. A gente aqui é eu: a galera toda que atende pelo meu nome, pelo meu nick, e fica falando na minha cabeça. Todos nós somos "a gente".
Tô procurando uma praia diferente pra ir. Mas eu quero acampar. Hotel, pousada não serve. Quero armar e desarmar a barraca pra ter a sensação de poder chegar e partir quando bem me der vontade. Mas estão acabando os campings. E eu não conheço a galera que acampa pra me dizer onde acampar. Mais uma vez eu sou parte de um grupo que eu não faço parte. Sou só o rótulo, não o produto. O orkut tá aberto. 143 amigos. 44 comunidades. E ninguém com quem eu queira realmente conversar, nem nada sobre o que eu queira realmente falar.
Cinco da manhã. Tenho uma festa em 5 horas e devo estar feliz, sorridente, praticamente grávida de tão radiante, ou ouvirei a pergunta, a odiada pergunta num tom sinceramente interessado. Por que meus próprios amigos simplesmente não acreditam em mim? Eu REALMENTE ODEIO que me perguntem como eu estou!!! É inexplicável o que eu sinto sempre que alguém me pergunta se eu estou bem. E ninguém acredita. Tanta gente que me elogia por eu não ser como todo mundo, simplesmente ignora o que eu claramente declaro porque todo mundo gosta de ouvir isso. Mas estou sendo injusta. Eu sei que não fazem por mal, mas podiam me entender, pôxa.
Tudo bem. É só cansaço. Volto para Billie Holiday. É mesmo uma vaca. Como pode alguém cantar assim? Chega a ser um absurdo porque parece que ela enfia a mão no meu peito e vai apertando meu coração o suficiente pra doer por outra coisa e não por ela. O suficiente pra gente pedir pra não soltar. Não mata, mas bem que a gente queria. Ou não. Sei lá. Não sei se escrevo pelo que quero dizer e não consigo falar. Não sei se escrevo pelo que sinto ao ouvir a música. Não sei se escrevo pelo que sinto por chegar onde a música me levou de volta. Não sei porque escrevo. Só sei que preciso. E preciso escrever mais, sempre, tanto que me alegra querer tanto algo assim. Algo assim que não é o que eu quero tanto mas não sei se quero mais.
É bom ser moderninha, sabe. Muito bom. Mas excepcionalmente agora eu queria não ser, só um pouquinho, e queria um namorado, e que ele morasse perto. E que eu pudesse ligar pra ele, agora, as 05h30 de um domingo e que ele, em meia hora, estivesse na portaria do meu prédio. Que viesse a pé, de bicicleta ou de carrão, não me importa. Mas ele chegaria com aquele cheiro de sabonete, o cabelo ainda úmido do banho tomado pra acordar, e me chamasse de algo idiota, e me abraçasse. E me fizesse dormir e me acordasse com cheiro de café e pão com manteiga. Mesmo que eu não tome café. Mesmo sabendo que eu demoraria ainda uns 45 minutos até sentar na mesa. Mesmo tanta coisa.
Utopia. Utopia total. Porque mais que ser um pouco menos moderninha, mais que encontrar o namorado perfeito, mais que já estar morando no "meu prédio", eu teria que aprender a ligar pras pessoas quando estivesse triste. E eu não sei fazer isso. Mas eu sei escrever, e isso me conforta por enquanto. Depois, semana que vem, quando eu estiver perto de uma certa pessoa eu imagino que foi pra ele que eu liguei e que foi ele quem veio correndo ficar comigo. Depois, semana que vem, quanto uma outra pessoa me abraçar, eu guardo a sensação pra quando eu precisar de novo, já que acabo de gastar a que eu tinha aqui da semana passada. e vou indo. Equacionando a felicidade dentro da minha arcaica modernidade.
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Romy Trinity at 05:39
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sábado, diciembre 10, 2005 :::
TIME
Preciso de um tempo pra mim. Hoje eu percebi que estou cansada. De tudo, de todos, de respirar até. Não quero sair de casa, não quero sair da cama. Não quero ficar em casa. Quero, não quero, não sei. E não era pra eu me sentir assim, porque, bem, porque as coisas, em tese vão bem. Eu trabalho, eu estudo, eu amo, eu tenho alguém pra ficar de vez em quando, tenho amigos, tenho um projeto de tema para o mestrado, tenho noites de esbornia e de calmaria, tenho até inspiração pra escrever. Mas algo falta, ou sobra, não sei. Não reclamo, agradeço, mas algo de muito errado é presente em mim.
Não sei. Vou dar um tempo. Depois de amanhã eu vou para a praia. Volto quinta. Espero que um dia e uma noite inteiros olhando sozinha o mar me mostrem a paz que eu perdi e que preciso tanto recuperar. Ou pelo menos querer recuperar.
Não sei do que eu preciso. Mentiria se dissesse que não é uma certa pessoa. Mas mentiria também se dissesse que é.
Esse ano precisa acabar. Foi bom, legal, mas já deu o tempo dele.
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Romy Trinity at 23:50
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miércoles, diciembre 07, 2005 :::
SAL DE FRUTAS
A ressaca moral eu curo com vodka, anis ou aquela bebida nova.
A náusea eu tento curar com filosofia.
O pensar incessante eu curo com meia hora de TV.
Os amigos que se preocupam e querem saber de tudo eu curo com a tecla "silenciar" do telefone que eu não atendo.
Meu existir eu não preciso curar porque um dia vai acabar mesmo.
O cansaço eu curo com dois dias na praia
O desejo por liberdade eu curo com arte
O sonho eu curo com realidade
A realidade eu curo com sonho
O hoje eu curo pensando no amanhã
O amanhã eu curo vivendo o dia de hoje
A carência eu curo, eu sempre curo
Tudo o mais eu curo com solidão.
Menos te amar .
Com o quê eu curo se não vai dar pra ser com você?
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Romy Trinity at 05:30
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