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Além do Sol
Trinity é a única que viu o sol, ela não pode morrer. Ela não morre, eu não permito.
Minha alma se chama Trinity. Minha essência se chama Romily.
E meu nome, estranho, é Vida.
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lunes, septiembre 19, 2005 :::
DESCONEXA
Tô meio desconexa e esquecida, frase sem aquelas palavrinhas que agora não lembro e nome e faz a ligação entre uma idéia e outra. É sempre bom superar limites, mas acho farei algo difirente e obedecer o meu, não aguento mais ficar em frente a esta maquininha - sei que só faltam 13 e-mails pra ler/responder, mas por hoje chega. Meu limite masoquista também se anuncia e não falarei nada a uma certa janela. Tsc tsc tsc, como eu sou corvarde. Acho que amo sim, mas acho que não farei nada a respeito, porque não há nada que eu queira fazer porque o que eu quero mesmo é que goste de mim, e isso eu não quero que seja por algo que eu tenha feito, quero que seja sem motivo. Então, ficamos assim, uma vez e nunca mais. Se é isso, é assim e tudo bem, pra mim tá bom. Minha dor sempre esteve aqui e ninguém nunca pode fazer nada a respeito. Tem coisas que são, e o que é, é. Tudo bem, não vou chorar por isso, porque eu nem sei mais como se faz isso, da mesma forma que não sei mais como ficar longe. Tudo bem, vai ficar tudo bem, eu sei.
Minha tristeza é doce, e eu sorrio da doçura dela. E também engordo. As pessoas andam me sufocando, todas, sem excessão, todas. Quero e preciso ficar sozinha, mas não sei como. Algumas pessoas também esperam, quase exigem, palavras minhas. Quero ficar em silêncio pra ouvir de mim quem sou, porque ando muito diferente de mim. Ando não me importando com os outros e, pior, ando gostando disso. Descobri que não posso culpar ninguém pelo meu sofrimento e, consequentemente, concluí que não sou culpada pela dor de ninguém. Deve haver em algum lugar o erro que denuncie a falácia, mas ainda não o encontrei.
Quero a solidão. Real. Como é possível querer algo que já se tem? Como pode ser não se ter o que nunca não se teve? O mundo é mesmo um lugar estranho, e eu não sou daqui. Cinco letras começando com a letra A? Não, meu problema não é o que ele me diz é o que eu não disse, o que eu não fiz nem vou fazer.
Como eu disse antes, há outros problemas neste mundo onde eu não sou o centro e amanhã eu trabalho pra resolver uma partes destes problemas. Como eu, e não só eu, disse antes, tudo passa, tudo passará. Só me deixe aqui quieta, que amanhã tudo passará e ninguém vai perceber que eu jamais serei a mesma.
Quem saberá que essas palavras não são minhas? Quem saberá das minhas mentiras e num só beijo restituirá a verdade do meu sorrir?
::: posted by
Romy Trinity at 03:09
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sábado, septiembre 17, 2005 :::
QUASE MAIS DO MESMO - NOVO RECOMEÇO
Não é novidade que eu gosto de novidade: começo, recomeço, início, ano novo, ano astrológico novo, período lunar novo. O velho me cansa, o mesmo me esgota, paredes repetidas me oprimem. Mas nem por isso, ou nada disso, me impede de ter ainda assim alguma inexplicável constância, algum suportar admirável, algum cultivo carinhoso, algum sentimento persistente. 3 anos no mesmo trabalho. 1 ano e meio em Poá, 6 meses neste blog, 7 meses no mesmo rosto. Outros períodos e outras coisinhas mais. Uma hora chegaria à estafa. Só não pensei que seria tudo ao mesmo tempo.
Sim, confesso, não sou tão forte, tão bem humorada, tão divertida, tão responsável, nem tão rica quanto pensei ou quanto as pessoas esperam/ esperavam que eu fosse. Tenho defeitos, tenho limites, lo siento se iludi. No início acreditei que aguentaria 3 anos de volta, vivendo com pessoas. Não, eu não aguento. Preciso chegar em casa, ligar o rádio, acender um incenso, por as pernas pra cima e suspirar. Preciso poder fazer (ou não fazer) o que eu quiser na hora em que me der vontade sem dar explicações. Explicações sobre mim ou minha vida me cansam, me esgotam. Se o mundo e a existência não tem explicação suficiente, por que eu tenho que ter? Quero fumar um cigarro sem ter que ouvir a pergunta se eu fumo. Quero sair sem ter que responder pra onde. Quero chorar sem ter que dizer por quê. Quero rir e cantar sem ter que encontrar motivo. Tudo bem, eu sei que as pessoas não fazem por mal, eu sei. Sei que se preocupam comigo, que só querem o meu bem, que gostam de mim e tudo o mais. Eu sei, ok? Tanto sei que me magoa e entristece ver que acabo magoando essas mesmas pessoas por não agir assim, por não perguntar, por não não querer responder, por não abraçar, por não dizer que sinto saudades, por não dizer que gosto delas. Com o tempo já aprendi que é pedir muito que entendam que eu sou assim, que meu modo de ser feliz não é igual ao de todo mundo, que não gosto de sentimentalidades (mesmo sendo absurdamente romântica), que preciso de uma certa solidão. O melhor caminho é mesmo me afastar.
Simples. Simples, se eu não tivesse deixado chegar no ponto limite. Todos os sintomas de cansaço e stress se somam a uma irritação que vem deixando meu pai todo cauteloso comigo, uma agressividade que deixam os amigos assustados, uma leviandade que deixa meus chefes desconfiados e as matérias da faculdade em caos absoluto. Isso sem falar no gato que também fica inquieto, no sono que volta com a força toda, nas alergias, etc etc etc. Aí, só pra história ficar divertida, me reaparece do nada um moço do passado (eis Murphy me desafiando) e com o moço do presente nada acontece. Cansei. Mesmo. Quero sentar na frente do mar por quatro horas seguidas e não pensar em nada.
Falei dos problemas. Falemos então da solução. A solução que se me aprensenta é tomar um banho, arrumar o quarto, fazer as contas, comprar o jornal e agir ao invés de falar. Foi o que fiz hoje. Arrumei a agenda, limpei o quarto, comecei a limpar a caixa de e-mails, prestei atenção na aula. Escrevi esse post e agora vou dormir. Me recuso a listar mais uma vez as coisas incríveis que farei amanhã. Está na hora de viver o hoje.
Não quero magoar ninguém, mas tenho de viver a minha verdade, senão qual a graça?
::: posted by
Romy Trinity at 02:34
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