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Além do Sol
Trinity é a única que viu o sol, ela não pode morrer. Ela não morre, eu não permito.
Minha alma se chama Trinity. Minha essência se chama Romily.
E meu nome, estranho, é Vida.
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martes, mayo 31, 2005 :::
... PORQUE É PRECISO CONTINUAR COM OS PASSOS...
Então, ontem eu fui dormir. Acordei atrasada (deus, por que eu não consigo chegar no horário em lugar nenhum???), saí correndo. Não sem antes comer um macarrão que tinha feito ontem, porque eu amo macarrão. Cheguei na delegacia, trabalhei feito louca, saí depois do horário, peguei o ônibus, depois outro ônibus, e desci na faculdade. Colegas do AA, por esse dia, que já é noite, não pensei naquilo que não devia ser pensado, pelo menos não ininterrupta ou exclusivamente. E, ah, pensei em fazer um curso da dança. E ouvem-se palmas no salão, e Dido de novo no fone de ouvido.
Então, eu abro a porta sem respirar fundo antes, porque eu não preciso mais disso. E pela primeira vez em mais de um mês, havia uma cadeira vaga no lugar onde eu sentaria se não fosse meu instinto de autopreservação gritando dentro de mim. Eu olhei a cadeira ocupada, sorri, olhei a cadeira vazia e passei por ela. Sentei uma depois. Não bastava, fui para o outro lado da sala, o lado mais chato da sala. E permaneci pelo restante da aula ali. Para um primeiro dia, acho que tá bom.
Então na segunda aula, sentei atrás da cadeira ocupada, pensando como é que se pode achar alguém atraente até de costas. Olhei a cadeira vazia e me perguntei se era realmente a minha cadeira. Prestei atenção nas aulas, mas não pude deixar de perceber que só a gente ri do que ninguém ri. Eu e ele e só. Infinito, infinidade, impossibilidade de pensar. Acho que o professor tá de sacanagem comigo. Ou ele ou Locke, mas deixa pra lá. A aula acabou, todos se foram, e eu fiquei pra falar com o professor... ia tirar satisfação, mas melhor não.
Então era cedo e eu não queria vir pra casa cedo, ter mais tempo de ficar esperando a mesma janela, pensando no que eu não queria pensar, adiando coisas que eu não queria adiar, não, não vão me vencer tão fácil assim. Dei um tempo. Respirei. Passei no primeiro ano, e dali pro bar. Feliz ou infelizmente, tava vazio. Então relaxei um pouco, tomei a última cerveja, peguei o último trem, e agora, aproveito a última hora de internet, antes do sol. Vou dormir. Janelas se abriram, só uma que não, mas as que se abriram foram a dos amigos sempre solícitos, sempre presentes mesmo que distantes. Agradeço, porque eles me abrem as janelas mesmo sabendo que não podem me dar o sol.
::: posted by Romy Trinity at 05:34
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domingo, mayo 29, 2005 :::
Chá de Erva Cidreira com Hortelã, Edredon novo, Bolinho de Chuva, filme bonito, abraço quentinho, compreensão, minha casa e perdão
Era só o que eu queria agora, era tudo o que eu queria por uma noite de sábado e um domingo inteiro. Eu sei que parece absurdo pedir perdão, não sei as outras pessoas, mas eu ainda não me libertei de um monte de coisa que enfiaram na minha cabeça (e acho que no meu coração) durante toda a minha vida. E uma delas, uma das piores e mais chatas, é a sensação de culpa sempre que resolvo reclamar da vida. Eu quase posso ver uma velhinha vindo me dizer que eu devia agradecer a Deus porque eu tenho uma casa, comida, um emprego, uma família, faço faculdade e tudo o mais. Quase sinto a sensação que vem depois desse sermão, que é a de que não bastasse eu ter uma super sorte e não me sentir bem ainda sou a maior filhadaputaingrata da face da Terra... Então, hoje eu queria chá de erva cidreira com hortelã, edredon laranja, bolinho de chuva, um filme da Sofia Copola, abraço quentinho, compreensão, minha casa e perdão.
Eu sei da sorte que tenho, que muita gente não tem, ninguém precisa me dizer, tá? Eu sei.
Mas hoje eu tô me sentindo cansada, muita cansada. Meus olhos doem de terem ficado uma boa parte do dia olhando o computador da delegacia, trabalhando e jogando cartas como uma maníaca. Chega a ser indecente a quantidade de coisas que deixei acumular pra segunda-feira. Vou ter que chegar no horário pra deixar tudo em ordem. E não é só o olho que dói, é tudo, pescoço, perna, tudo. E eu continuo sentada aqui, digitando, ouvindo Dido, porque estou cansada, e porque não dizer, um pouco triste, demais pra dormir. Estou de novo com aquela sensação de estar perdida, indo não sei pra onde. Desculpe, eu sei que acabo contagiando com a minha tristeza alguns bons amigos, mas, queridos, entendam, eu preciso escrever. Não adianta muito, mas alivia que é uma beleza. Talvez amanhã quando eu acordar tudo já tenha passado.
Mas agora estou cansada. Pelo menos a música é perfeita (CD "Life for rent", Dido). Cansada de não ter mais a minha casa, o meu canto só meu, o lugar onde eu posso deixar a bolsa no chão, a roupa no caminho, ligar o rádio, ligar a TV, abrir um vinho, pedir comida chinesa, tomar banho enquanto espero, atender o motoboy de roupão, e passar boa parte da noite só de calcinha e sutiã (como é que se escreve essa palavra?), vendo TV. Cansada de não ter mais a minha casa e quando chegar o fim do mês, como agora, me contentar com o vinho, miojo e o mesmo programa seminu pra noite toda. Cansada de estar tão longe de São Paulo e não poder sair as duas da manhã pra caminhar no minhocão. Cansada de gostar tanto da filosofia, ter tantos projetos e não ter cabeça pra sequer abrir um livro, rabiscar uma frase. Cansada de acreditar sempre na medicina e sentir esse medo de que talvez eu não chegue lá. Cansada de lutar, e perder de novo, contra a certeza de que estarei sempre sozinha. Cansada de sentir falta da solidão. Cansada de ter meus pensamentos naquela mesma pessoa, naquela mesma coisa. Cansada de não pensar em outra coisa. Cansada de pensar. Cansada de um trabalho absurdo. Cansada de trabalhar e não ter dinheiro e só ir afundando, afundando. Se é pra trabalhar em algo em que eu não me divirta pelo menos eu devia ganhar muito, mas muito mesmo. Acho que o problema é que as vezes eu me divirto. Mas não sempre, porque a miséria humana me deprime. Estou cansada desse mundo, tão tão injusto, tão demente. Hoje uma mãe foi dar queixa do desaparecimento da filha de dez anos e a gente não podia fazer nada, nem BO (flagrante em andamento), e depois o BO ia dar em quê? Nada. Estou cansada de saber que a gente não tem pra onde ir, não tem pra quem pedir ajuda, não tem polícia que nos defenda nem médico que nos cure. Estou cansada por saber que não há cura pra essa doença que chamam vida.
E estou cansada de estar aqui há mais de uma hora, me enganando. Estou, estive porque agora vou dormir, esperando uma janelinha piscar, e ela não vai. Não sei porque, mas acho que agora acabou, acabou o que não devia ter começado nem nunca começou. Acho até que devo desculpas pelo último post, não foi covardia, covardia seria começar algo que não poderia continuar... Sei lá, meus olhos ardem, meus ombros doem, minha carteira está vazia, não tem locadora decente nessa cidade, meu quarto não é só meu, amanhã tenho que acordar antes do meio dia, não tem e-mail novo na minha caixa de entrada, não há esperança no horizonte porque noites não tem horizonte, a lua não é mais cheia tá tão bonita e eu não consigo vê-la como eu gostaria, tenho trabalho e trabalhos a fazer, e tenho que continuar a caminhar porque mesmo no meio de todo esse caos há uma voz fraca, tênue, bem baixinha lá no fundo me dizendo pra esperar o filme acabar que pode ser que eu descubra o que é que eu tô fazendo nele.
Vou dormir e nenhuma janela do messenger se abriu hoje pra mim.
::: posted by Romy Trinity at 01:52
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domingo, mayo 22, 2005 :::
COBARDÍA
Dois covardes. Somos dois covardes. Dois, infames e insanos covardes. Até poderia dizer que não, que sou só eu, que sou maluca, mas não, usei toda minha covardia sob a luz da penumbra na noite passada, que a pretensa escuridão de um falso anonimato e a certeza de que vc não vai me ler, receba um pouco de coragem e verdade: somos nós dois, eu e você, covardes.
Quanto eu te conheço pra te chamar covarde? Tanto quanto alguém que já te olhou nos olhos pode conhecer. Tanto quanto uma garota apaixonada pode conhecer. Tanto quanto alguém que nunca vai te ter e sempre te quer pode conhecer. Tanto quanto vc deixa pensando (ou não) que esconde. Ou vai me dizer que vc nem queria? Que nem pensou nisso? Que foi na maior inocência que me puxou pela cintura quando me cumprimentou e quando se despediu? Que cada vez que me olhou, que falou comigo, não trouxe consigo uma possibilidade qualquer? Diz, pode dizer, mas eu não vou acreditar, porque não pode ser verdade. Se for, então perdi o dom que disseram que eu tinha e não vejo mais o lado bom do mundo, nem quando é real.
Quanto eu me conheço pra me chamar de covarde? Tanto quanto alguém que cresce, e se maravilha com o mundo, pode conhecer. Tanto quanto uma garota apaixonada pensa que se conhece. Menos do que vc pode ver quando me vê e eu penso (ou não) que preservo, mas o suficiente pra saber que não somos iguais, que vc não é tão mal assim nem eu tão santa, que não estamos na mesma situação, que não me importo, mas que ainda assim sou covarde. Pois eu vi a noite passando minuto a minuto e não dei um passo sequer. Não me desvencilhei dos amigos, nem os ouvi, nem pedi que parassem de falar. E não posso te dizer que não tremi quando vc me disse oi, que não acreditei que fosse possível, que não vi vc sozinho, que não te achei calado, que não percebi cada vez que se aproximou, que de certa forma não fugi. Se eu disser, não acredite, estarei mentindo, e duvido que não perceba.
E, se é verdade que es mejor cuando hay que hablar de dos empezar por uno mismo, então falo por mim. Ver você, tão bonito, quando cheguei me parou a respiração. Ouvir vc dizer tchau quebrou minhas pernas. Ver a noite passar e a festa correr como moldura de você foi de um masoquismo absurdo. Saber que desta vez eu não poderia chegar em casa e te escrever de novo, falar tudo o que senti, me colocou em contato com o lado mais conhecido das minhas paixões platônicas. E eu não queria te colocar na pasta das paixões platônicas, porque não seria justo, porque eu estive mais feliz com a idéia da possibilidade do que estive com qualquer efetivação que já tive até então. Perceber no ato que meus olhos me traíam, ou melhor, me eram fiéis ao denunciar tanto de mim, me deixou mais frágil ainda. Acordar de tarde e dizer "f... filho da puta" me fez dormir o resto do dia. Encarar a realidade passada, presente e futura, me fez querer fazer o mundo calar e nunca mais ter que ouvir alguém me perguntando se estou bem ou como foi a festa, porque não há respostas para perguntas como essas.
E esses golpes covardes do destino, que nos deixam impunes por não termos culpa alguma, me deixa cada dia mais longe de mim, e não queria que fosse assim, porque fiquei sozinha e não sei voltar.
::: posted by Romy Trinity at 04:40
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domingo, mayo 15, 2005 :::
O SENTIDO - SEM REFERÊNCIA - DAS RETICÊNCIAS
Então tamos assim: "Toda noite de insônia eu penso em te escrever. Pra dizer que teu silêncio me agride e não me agrada ser um calendário do ano passado. Pra dizer que teu crime me cansa, e não compensa entrar na dança depois que a música parou... depois que a música parou." Em outras palavras, agora minhas e não dos Engenheiros, cansei, liguei o foda-se.
O Marcos me pergunta um dia qual o tamanho disso, digo que não sei. Carol me pergunta anteontem se eu já tinha descoberto o tamanho, digo que ainda não. Mas ontem, descobri. O tamanho é x, tal que x + 1dia = x - 1/x e x + 1noite= x+1/x e vice versa. Já falei uma vez do meu imediatismo, da intensidade e coisas assim. Estava muito feliz. Estava. Também não tô triste agora, a diferença é que antes, leia-se nos últimos 27 dias, eu acreditava que tudo daria certo, tudo seria possível e eu seria feliz pra sempre. Ainda acredito que tudo vai dar certo, menos isso; tudo é possível, menos ele; e eu serei feliz pra sempre, menos hoje e amanhã. E, juro, não tô melancólica (ainda?). Talvez seja essa amiga nova com que tenho andado de vez em quando, se chama Vodka. Gente boa, sabe, a cabeça não pesa e os pensamentos se libertam, as palavras até fluem. O único perigo é deixar o celular ligado por perto, porque a Vodka me faz falar e mesmo quando ela já foi embora, ainda tô falando...
Mas eu quero mudar de assunto, a frequência, o enfoque, a visão. Então liguei o foda-se (minha tecla favorita que ultimamente tem feito o que se propõe, mas ainda é a minha favorita). Ninguém manda em mim, nem eu, nem minha razão, nem meu coração, nem o sorriso mais lindo do mundo. Faço o que eu quero, e o quero é seguir em frente. Agradeço à Lua (e à Prainha Branca) o desejo realizado; porque me libertou, me fez sentir uma alegria genuína, apagou o passado, mudou o modo como eu via certas coisas. Muito obrigada, considere o desejo realizado, e eu cesso os pedidos por aqui. Pra mim tá bom, daqui uns sete anos eu peço de novamente, mas por hora, não quero me apaixonar de novo não (num tô pedindo, só tô falando...)
Enquanto isso no mundo real, comemoram os 50 anos da 2ª Guerra Mundial. Comemoram o quê? O fim ou a guerra? E aquele monumento na Alemanhã? Pra que que serve? Aliás, outro dia cheguei a conclusão que não entendo algumas guerras, principalmente aquelas em que quem luta não quer lutar - Vietnam, Iraque, etc... Como é que elas acontecem se os caras não querem mesmo matar uns aos outros? Aliás também não entendo monumentos, o planeta já é pequeno e a humanidade cresce e quer ou pensa que vai viver muito tempo, pra quê encher a casa de tranqueira?
Se um deus criador e onipotente existe eu não sei, só sei que não sou eu, porque, se fosse, já tinha destruído tudo e feito de novo. Aliás, deve existir, porque só podendo tudo pra manter um mundo absurdo desse...
E a cada dia eu ouço mais e gosto mais ainda de Engenheiros do Hawaií... "Onde estavam as armas químicas, o que diziam os poemas?".
PS: Recaídas e bebdeiras depois, proclamo sim que liguei a tecla foda-se, mas em outro sentido - o melhor sentido. Foda-se vou fazer mesmo o que eu quero, e cada dia eu quero uma coisa...
::: posted by Romy Trinity at 22:46
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miércoles, mayo 04, 2005 :::
CONTINUE A TECLAR, CONTINUE A TECLAR...
É que eu tô com vontade de escrever. Aí postei algumas filosofagens, que nem ficaram tão boas quanto eu queria, mas estão tão verdadeiras que seria um crime contra a humanidade descartar. Sem contar que são coisas que eu quero dizer a muito tempo. Aliás, tem muita coisa que eu quero dizer há muito tempo, que eu não saberia por onde começar nem quando terminaria. Mas agora eu quero mesmo escrever. Só escrever, nem que seja uma palavra atrás da outra, mesa, cadeira, paralelepípedo, música, tempo, agora, seus olhos, você... mas aí já seria meio poesia e a minha própria pseudo poesia anda me sufocando ultimamente. E continuo querendo escrever, só escrever.
Existem textos que escrevi de forma tão intensa, e eles próprios ficaram tão intensos, que eu os chamo de inacreditáveis. Alguns nem são bons, outros são legais, mas o processo todo, a primeira palavrinha que ja nasce no ritmo, as outras numa avalanche, os torna inacreditáveis. Há um prazer diferente em ler, vai além das palavras, é algo assim, inexplicável, não sei se pra quem lê é assim, mas pra mim, nossa é inacreditável o volume de informação que tem tão poucas palavras... se bem que as vezes não são tão poucas assim. O último post é um exemplo, egocêntrico ou não, já li umas duas ou três vezes e quase não acredito que fui eu que escrevi aquilo.
E por falar em inacreditável, tenho feito tantas coisas que me pergunto qual tem mais valor, a crença ou a descrença. Embora eu pensasse que sabia, não podia imaginar o poder que tem a palavra. Um punhado de palavras e eu cresci horrores, enxerguei nuances, abandonei verdades absolutas e me tornei livre. Putaqueopariu! Tantos palavrões me libertaram e em uma semana descobri que não sou escrava deles. Palavras e números, como é que pode existir uma coisa assim?
Mas eu não quero falar só de linguagem e essas coisas. E não quero escrever em proesia. Mas lembrei da falta que tá me fazendo a troca de palavras escritas noite adentro com uma certa pessoa. E lembrei de noites adentro, como essa última. E suspiro, e me faltam as palavras certas que sobram nas horas erradas e que as vezes surgem perfeitas, construindo um mosaico de momentos indescritíveis. Indescritíveis até mesmo porque depois de cerveja, coca-cola com vodca e caipirinha as coisas não ficam paradas tempo suficiente para serem descritas. Só hoje queria fugir da poesia que me persegue e insiste em trazer de volta um sentimento que não é mais o mesmo, não é mais assim. Mas tá difícil, ainda mais que não dormi noite passada, nem hoje, nem na próxima, e tô trabalhando, e tenho um milhão de coisas para ler.
Fora isso, tudo bem. Tirando que eu ainda não sei porque existo, que tenho um milhão de projetos e só um punhado de minutos pra realizar, que não quero mais trabalhar na polícia, que ele ainda tem namorada, que eu ainda tenho dívidas, que não sei mais o que, quem ou se eu quero e que conto as horas pra voltar a morar sozinha em Sampa City, tirando esses pequenos detalhes, tudo bem.
::: posted by Romy Trinity at 02:26
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