Além do Sol Trinity é a única que viu o sol, ela não pode morrer. Ela não morre, eu não permito. Minha alma se chama Trinity. Minha essência se chama Romily. E meu nome, estranho, é Vida.



martes, abril 26, 2005 :::
 

O QUE CHAMAM DE VIDA


E o que chamam de vida continua. Com sua beleza característica, e uma arbitrariedade tão absurda que quase anula o que eu chamo vida - livre por definição, por necessidade. E eu necessito de liberdade.

E eu, no meu abuso de eu e e, por precisar tanto de continuação continuo. Continuo acordando, dormindo, comento, tomando banho, trabalhando, pagando contas, mantendo dívidas, matando dúvidas. Numa continuidade que legitimaria a afirmação de que a vida é fluxo, não fosse eu sempre exceção, se é que há regra. Porque vida em mim, é sempre agora. Um imediatismo que traz a felicidade plena quando estou feliz e a dor suprema quando triste. Quando estou mais que assim. Porque quando estou feliz, não há dor alguma, passada ou futura, que possa atrapalhar meu saltitante cantarolar, e tenho forças e meios para mudar o mundo, para que o mundo também faça parte, também possa experimentar. Mas quanto a tristeza me assalta, leva tudo, até o que já me tinham furtado, e fico incapaz de lembrar do riso de agora há pouco. Só tenho forças para mudar o mundo, porque ele tem que ser ser melhor, pra poder valer a pena. Antítese ambulante, até em crises suicidas tenho esperança.

E o instante é tudo. Tudo o que sou sinto e penso. A menor partícula do tempo presente é todo o meu viver. A depressão, uma lágrima; o grande amor, um beijo; a grande obra, uma palavra; o melhor amigo, um sorriso; o céu, uma música; o inferno, um chuvisco de fim de noite. E todo contrário tão verdadeiro quanto. E tudo por causa da liberdade, porque não há nada mais livre, ilimitado e emocionante do que o átimo. E eu, devota de todo extremo, raramente lamento perder, sempre me acanho em comemorar, desfruto da viagem. Ir e voltar é viajar. Chegar e permanecer são apenas detalhes. Mas nem por isso, viajo em vão.

E eu que falava de liberdade, que acredito nela como meu único deus, faço esforço enorme para não ordenar o texto, não pedir desculpas, não retomar, recriar, a linha do pensamento. Libertá-lo. Até a liberdade tenho que lutar, perseguir. Até ela, me escapa. Ou tenta. Se esconde, o verbo se camufla e o determinado consegue o que quer. Basta ver, de alguma forma eu pedi desculpas?

Mas hoje não estou triste. Estou melancólica, é diferente. Aliás, hoje não. No instante que passou. E seu eu soubesse escrever um pouco mais rápido, todas as palavras estariam entorpecidas pelo mel da minha melancolia. Mas agora, agorinha mesmo, não é mais, e eu posso escevrever como quisera e dizer do que se passou com a média aritmética simples do sentir.

Ainda estou confusa, só que agora é diferente, estou tão tranquila e tão contente. Quanto tempo desperdicei quando o que eu mais queria era provar pra todo mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém. Nestas duas últimas semanas, os poetas têm, de fato, me feito preciosa companhia. Necessária. RR, Cris, Pessoa, Carol, Gessinger, Lizardo. Anônimos, cantarores, consagrados. A poesia da juventude, da perfeição, da antítese, da amizade. Todas essenciais. Todas tão valorosas quanto um copo de cerveja às três da manhã, quando os bares estão fechados. Nem sempre possível, mas nunca passível de substituição. É o que é. Melhores amigas ainda que nunca nos chamemos, chamávamos, chamaremos, somos. Amigos.

Amigos que nos últimos quatro dias suriram e ressurgiram, ensolarando o feriado. De noites inteiras pelos bares da cidade que amo, de madrugadas de pastel e suco de limão, de filmes repentinos. Velhos amigos, de tão longe, que nunca envelhecem, tão perto. De longas conversas em curtos trajetos, de carro, de trem, a pé. E eu me descobrindo incapaz de contar os amigos que tenho. Eu, a melhor amiga da solidão, acompanhada, sozinha no percurso entre as cidades da minha vida. E muito bem acalentada por vozes que, principalmente no silêncio, jamais calarão. Sons.

E de outros sons foram os dias. "Filmes de guerra, Canções de Amor" tocando sem parar, suave, interrompida pela batida certa de "Felicidade Instântanea", cantando o fim do mundo ou o mundo que nunca acaba, ou não existe; vozes a me acompanhar pela cidade em dias que não parecem ser meus, de tão felizes. E eu, numa alegria engraçada, eufórica, como só minha alegria sabe ser, cansei de esperar pela tristeza consequente, que sei que viria, poética e aterradora, como só minha tristeza sabe ser. Como ela não veio, cansei e parei. Desfrutei aos gritos, que é meu dialeto, aos saltos, aos textos, manhãs, noites, nos filmes de guerra e nas canções de amor. E agora ela quer se aproximar, sem perceber que perdeu a vez, sabendo que terá sim, outra chance. Não vou parar para ajudá-la. Se é tão versatil, que se vire a tristeza que quer me virar do contrário.

Se os dias passaram, se abusei da conjunção, se extrapolei nas metáforas, se exagerei nas antíteses, se transbordei as palavras, se alonguei deveras o texto, se o tempo acabou - e o trabalho não - se os amigos se assustaram, se mes atos foram demais e as hipérboles fatos reais, não vou pedir perdão. Não vou pedir desculpas. Porque fui portadora de uma vida esquecida, de planos interrompidos, e sonhos latentes. Retomá-los é de um valor indescritível que, ainda assim, preciso compartilhar.


Ando só, pois só eu sei
Pra onde ir por onde andei
Ando só nem sei porque
Não me pergunte o que eu não sei

Pergunte ao pó, desça ao porão
Siga aquele carro, ou as pegadas que eu deixei
Pergunte ao pó por onde andei
Há um mapa dos meus passos
Nos pedaços que eu deixei

Desate o nó que te prendeu
A uma pessoa que nunca te mereceu
Desate o nó que nos uniu
Num desatino, um desafio

Ando só, como um pássaro voando
Ando só, como se voasse em bando
Ando só
Pois só eu sei andar
Sem saber até quando
Ando só
(Ando só, Engenheiros do Hawaií)




::: posted by Romy Trinity at 14:49 Comments:



lunes, abril 18, 2005 :::
 

QUANDO O CORAÇÃO VAI DESACELERANDO... OU PELO MENOS TENTA



Então, eu acordo no dia seguinte, que ainda é o mesmo dia, e um só pensamento na minha mente, o que foi que eu fiz?! E eu estava absurdamente feliz, e ainda estou, não tão absurdamente, nem tão feliz, mas ainda assim, putz, fiz o que eu queria ter feito, e isso sempre me deixa feliz.

Nem tão feliz, porque há dois dias estou em um mundo paralelo, fora do que chamam realidade. Amanhã, digo daqui a 4 horas, é outro dia. Trabalho, faculdade, coisas pra comprar, lista de tarefas e eu precisando organizar minha vida. A última semana foi surreal e o simplesmente real tá reclamando atenção, vou ter que correr pra compensar e deixar tudo organizado antes do feriado, que quero estudar para a prova e para o concurso.

E como foi estar em mundos paralelos? Naquele mesmo dia, sai do mundo dos sonhos e fui direto para o virtual, escrever, responder e-mails, coisas que se faz em algumas horas e não se sabe dizer o que foi feito, até que em certo momento, certo e-mail chegou, e eu não acreditei, tudo tão claro, tão descomplicado, e nada, nada doloroso, eu não estava acostumada a coisas assim. Não tava arrependida de mandar o e-mail, tava feliz, e mesmo depois de ler o que eu de alguma forma sabia, continuei leve. As quatro horas restantes e seguidas em que passei logada foram imperceptíveis, sorvidas tal qual água-de-coco no calor.

Do mundo virtual ao mundo das baladas adolescentes nos confins de Suzano. Depois de narrar minha própria epopéia para a Cris, fomos vivenciar uma outra, a espera do Circuladô de Fulô, banda de forró meio famosa aqui na região e que em poucos meses todo mundo vai saber quem é porque vai passar na novela (ainda bem que fomos ao show antes), Com três horas e meia de atraso, começa o show. Do caralho!!!! Muito bom! Dancei, dancei muito! Mais ainda que depois tocou música eletrônica! E ainda que nem eu nem a Cris tivéssemos cometido pedofilia (como era bem provável), deixamos pelo menos uns três ou quatro garotinhos assustados. Sei que é cruel, mas a cara que os meninos faziam enquanto a gente tava pulando, dançando, quase delirando no show, enquanto as meninas mais novinhas e meiguinhas ficavam meio paradas, era muito engraçada! Claro que nenhum se arriscou dançar com a gente, mas também não fez falta, já que eu pelo menos, adoro dançar sozinha (embora não dispense a companhia...) Novamente às seis da manhã, fui dormir, e depois que acordei e de algumas tarefas domésticas, voltei a um dos meus mundos preferidos, o virtual. Não tenho idéia do que aconteceu no mundo neste fim de semana, nem faço questão.

E aí que estou aqui ainda porque não quero voltar, mas não vai ter jeito, vou ter que dormir e quando acordar, sonolenta, terei que saber da desgraça da humanidade... Mas tudo bem, o preço que se paga para se aliviar o existir é viver... E só agora meu organismo tá se conformando com a idéia, meu estômago ja fala comigo e meu coração tá tentando bater direitinho. Mesmo que quando eu veja o e-mail dele dê aquela acelerada, mesmo que de vez em quando um ou outro pensamento cause uma arritmia, mesmo com tudo isso, ele tá tentando retornar ao ritmo necessário para sobreviver. Vou tentar seguir então o meu coração. Pelo menos o exemplo dele.


"A cada dia que se passa sem você, a cada dia que aumenta a vontade de te ver, eu canto versos de saudade, de prazer. Eu canto, falo,falo, eu canto que vontade de te ver. Mas eu me pego entre quatro paredes sozinho no quarto criando ilusões,
olhando pro teto, sonhando acordado, preso no silêncio e na solidão.

Será que é você que me faz ser assim: maluco, maroto, pobre sonhador, sem a certeza das horas que vem, chorando sozinho toda minha dor. Mas se um dia você disser que sim, talvez as coisas vão mudar pra mim... Estou esperando por você, esperando por você.

Tô procurando algma forma de aceitar, eu não me canso e nunca vou deixar de procurar. Talvez eu vá fugir ou me esconder em algum lugar pra ficar bem distante, bem longe do teu olhar"

(Circuladô de Fulô, Esperando por Você)





::: posted by Romy Trinity at 03:29 Comments:



sábado, abril 16, 2005 :::
 

MUDANÇAS LATENTES, REPENTINAS E NEM TÃO MUDANÇAS ASSIM



Bom, hoje é meu aniversário. Antes eu não deixava ninguém descobrir, porque acho levemente constrangedora a sensação de ser obrigado a dar parabéns pra uma pessoa, e quando não é um fato público, se o sujeito não quiser vir, te dar abraço e dizer parabéns, ele não é de forma alguma obrigado. (Aliás parabéns pelo quê?) Mas, estamos no século 21 e inventaram um negócio chamado "celular com agenda" e "orkut". Ou seja, traída pelos vícios! E pior é que a agenda do meu celular resolveu dar pau e eu perdi uma porrada de aniversários, inclusive o de uma das minhas melhores amigas... uma semana depois é que me flagrei andando pela cidade de Poá e pensando "dia 19 é aniversário da Domi, não posso esquecer". Detalhe que já era dia 24...

Mas como eu dizia, hoje é meu aniversário, e este ano, até agora ele tem sido tradicional (nos meus moldes, claro). Já teve bebedeira, festa, o impensável, idéias mudando. A bebedeira começou na segunda-feira, aumentou na terça e alcançou seu auge na quinta, deixando em frangalhos meu estômago (que agora quase passa bem). A festa, que graças a deus não era festa de aniversário, teve uma prévia no filosóficos (nome carinhoso dado por nós ao bar perto da facul onde os sempre pensantes alunos da filosofia fazem suas maiores descobertas) com direito a pão de mel com 24 velinhas e vinho branco. Que se registre meu muito obrigado aos Filósofos Expansivos e colegas de classe pela surpresa!!! Do bar para a gruta, festa promovida por Britus e Fernando, com uma discotecagem maravilhosa, e um clima meio, sei lá, boteco underground, escuro, mesas de sinuca e jogo de xadrez (que perdi depois de ter perdido a chance daquele fdp "mate em três lances" que sempre me persegue). Isso sem contar as conversas madrugada adentro sobre cinema, música, bebida, xadrez, existência, amor, curíntia, sinuca, elis e por aí afora (não se preocupe Frei Damião, continuaremos o lance da existência...). Uma das melhores noites do ano, com certeza.

Nascido o sol e fechado o boteco, voltar pra casa e dormir. Não que fosse meu objetivo, mas só pra variar, acabei fazendo merda e o que era impensável há um post atrás aconteceu. Cheguei em casa, liguei o computador, digitei o endereço e mandei, entre outras, a paráfrase de um poema que Frei Damião, por transmimento de pensação passada, começou a escrever e eu já tinha escrito há três ou quatro anos atrás. Aliás, foi a lembrança do poema que me deu coragem e eu não podia deixar que o passado retornasse e se tornasse regra. Então mandei: "...é que tenho medo de acordar no meio da noite e descobrir que amo você. Por que durante todo o dia, em todos os últimos dias, eu penso em você e não dá pra pensar em outra coisa. Não dá sequer pra pensar em parar de pensar em você." Só pra situar o leitor, isso dura mais de mês e, desnecessário dizer já que falamos da minha pessoa, que o cara tem namorada. Então, ja viu, é isso mesmo, foi besteira mandar o e-mail, e vai doer quando voltar. Mas eu tô feliz, eu precisava fazer isso, e não acredito na história de "estragar a amizade e tal". Foi quase uma libertação. Claro que não cheguei noestágio de conseguir falar, assim, face a face e segunda na facul estarei eu com cara de "hã, quem? eu? não, deve ter sido vírus". Mas ainda assim, é um avanço, um alívio, um dilúvio, um delírio.

Só faltou falar das idéias mudando. Calma, é coisa leve. Resolvi, relutante, por comentários neste blog também. Recebi via e-mail um contra-argumento sobre o assunto que me fez considerar. Mas, deixo claro, e vou relembrar isso sempre que puder: ninguém é obrigado a comentar. Sinto ser assim, mas o meu maior prazer está em escrever, e mesmo que seja bom ser lida, não é esse meu objetivo. Não faço questão do Blog Nobel, eu só quero escrever, compartilhar, quem sabe até trazer algo de bom para que me lê. Não quero, de maneira alguma, criar obrigação a ninguém. Se coloco a caixa de comentários é porque não encontrei como contestar o fato de que, as vezes, há certas coisas que a gente lê que causam na gente um ímpeto quase incontrolável de dizer também, um ímpeto, incontrolável mas preguiçoso, que consegue clicar na caixinha de comentários mas não vai abrir a caixa de e-mails e enviar uma mensagem. Vou dizer o quê se eu também tenho esse ímpeto, que de tão preguiçoso reluta em comentar no uol só porque tem que por aqueles códigos anti-spam? O jeito foi ceder. Mas lembrem-se, senhores, a liberdade acima de tudo.

Parabéns pra mim por estar, de alguma forma, crescendo. Ou não.


"Eu que não fumo queria um cigarro
Eu que não amo você
Envelheci dez anos ou mais nesse último mês
Eu que não bebo pedi um conhaque pra enfrentar o inverno
Que entra pela porta que você deixou aberta ao sair"



::: posted by Romy Trinity at 16:32 Comments:



martes, abril 12, 2005 :::
 

TEMPO, SEMPRE O TEMPO


Mal comecei, e lá vem o tempo, escasso, me cobrar horas de sono e o dia de amanhã. É estranho e emocionante escrever sabendo que pessoas que te conhecem IRW (in real world) podem estar te lendo e vc não terá o menos controle ou conhecimento sobre isso... Se o conhecimento permite ou não o controle é assunto para um outro blog.

Amanhã eu trabalho e hoje quase desperdicei o dia: não tivesse ido ao cabelereiro, escrito um poema, dormido abraçada com a Sunshine, assistido a aula do Ernesto e aprendido a jogar sinuca, teria sido um desperdício, porque com o calor que tava, eu me sentia esvaindo... sentei um minuto e dormi. Acordei atrasada e esbaforida para a faculdade. Mas o dia valeu por conta da aula de sinuca...

Eu quero muito não desperdiçar dias, horas, tempo precioso que me faz tanta falta. "Minha vida sem mim", filme que assisti no sábado. E se eu fosse morrer em três meses. Estranho, só consigo pensar no que seria da minha gata e dos meus ratinhos. Vai ter instindo maternal assim na putaqueopariu! Mas acho que morreria feliz. Acho não, tenho certeza. Por mais que eu goste de viver, anseio a morte - porque eu só gosto de viver porque não sei deixar de existir. Mas ainda assim tenho muita coisa pra fazer e pra descubrir enquanto estou viva.

Não era nada disso que eu ia publicar hoje. Ia publicar o poema que fiz, ia publicar a lista de coisas a fazer antes de morrer, mas, mais uma vez, fiz o que me deu vontade fazer, obedeci minha primária inspiração, deixei fluir direto do coração e da mente para as páginas virtuais deste diário. Só pergunto porque eu não consigo fazer isso num tocante especial, por que não consigo num só arroubo, insano ou não, olhar nos olhos de uma certa pessoa e dizer que eu não sei o que sinto mas que adoraria descobrir?

Sou de uma geração que cresceu tendo um só papa. O papa era uma pessoa, só há uma semana, me dei conta de que é um cargo. Só o tempo dirá o impacto que isso tem na vida de alguém que nem católica é.

Mas eu gostava do JP II.

::: posted by Romy Trinity at 03:46 Comments:



lunes, abril 11, 2005 :::
 

FÊNIX


Sentada na cadeira, comendo pipoca e bebendo vodca em frente ao micro de meu pai, sinto novamente o mesmo frio na barriga, a mesma incerteza nas palavras, a insegura esperança de há quase dois anos atrás, sentada num cyber-café tomando água, quando inaugurei o meu primeiro blog. Isso me fascina na vida humana: a infinita capacidade de renascer, de se recriar. Sou absolutamente sincera quando digo que não temo o fim desse blog também. Não temo, sequer acredito nisso.

Sei lá o que eu quero. Desabafar, ser sincera, encontrar alguém, não sei, tanta coisa.

A sensação e a incerteza são as mesmas, mas a experiência não. Vou mexer no template, avisar os amigos. Só não vou por comentários, nem contador. Não, minha crença mais forte hoje é a Liberdade. Não deixarei que o ego humano, da fama, do que os outros vão dizer, da falsa modéstia, não, não deixarei que nada disso embote ou obstrua a liberdade total que sinto em escrever. Mais: que sejam todos livres para entrar, ler, sair, sem ter obrigações sócio-blogueiras de escrever "sinto muito, adorei seu blog, parabéns por ter ganho na loteria, eu também sou assim, etc, etc, etc...". Admito, é bom abrir a página e ver 20 visitas, 15 comentários, mas até que ponto isto afeta o que escrevo? Não, não desta vez. Tentarei colocar no template meu e-mail, enquanto não o faço, tá aqui, quem quiser falar comigo, já sabe como: morgantrinity@yahoo.com.br

Sim, eu sei que fica também uma conexão com a minha verdadeira identidade. Há um motivo: não há mais verdade em ser Romily, Trinity ou Viviane. São todas faces de um poliedro de faces incontáveis: mim. Não sei se quero ser tão revelada, nem tão anônima, incógnita, assim. Quem quiser, que faça as conexões e me descubra. Não facilito o caminho, não esconda a saída.

"A sabedoria é um caminho para a felicidade. A ignorância é outro. Mas não são os únicos." Eu escrevi, e eu acredito.

::: posted by Romy Trinity at 01:16 Comments:






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Trinity é a única que viu o sol, ela não pode morrer. Ela não morre, eu não permito. Minha alma se chama Trinity. Minha essência se chama Romily. E meu nome, estranho, é Vida.



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